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Saiba como funciona o golpe da falsa central e aprenda a não perder dinheiro
Polícia | 03/12/2025 08h 26min

O golpe da falsa central de atendimento se tornou uma das fraudes mais sofisticadas e lucrativas do país. Os golpistas ligam para a vítima com nome completo, CPF, endereço, limite do cartão e até números parciais de transações verdadeiras. A pessoa acredita estar falando com o banco, fica nervosa e segue as orientações do bandido.
Em Mato Grosso, o Procon já registrou dezenas de casos em que o golpista sabia exatamente o banco da vítima, seu histórico financeiro e até o modelo do celular utilizado. Segundo o órgão, nada disso é adivinhação ou ingenuidade da vítima, mas é o resultado de vazamento de dados e falhas na proteção das instituições financeiras.
A engenharia do crime segue um padrão comum. Os bandidos ligam para as vítimas citando dados verdadeiros, alertam sobre uma suposta “fraude em andamento”, pressionam a pessoa a agir rapidamente e orientam transferências via Pix para uma conta “segura” ou pedem códigos enviados por SMS. A vítima segue as instruções acreditando proteger o próprio dinheiro e acaba entregando tudo aos golpistas.
A responsabilidade pela segurança, no entanto, não é compartilhada com o cliente. É obrigação das instituições financeiras proteger dados e sistemas, com tecnologia e monitoramento capazes de impedir vazamentos. Se o bandido tem acesso a informações reais, o banco não pode alegar “culpa exclusiva da vítima”.
Diante disso, caso receba um telefonema de qualquer contato suspeito, nunca forneça códigos enviados por SMS, nunca transfira valores para supostas “contas seguras” e nunca siga instruções dadas durante a ligação. A dica é: desligue o telefone imediatamente e ligue para o banco usando o número oficial que consta no site.
Agora, caso a fraude já tenha acontecido, a orientação é acionar o banco imediatamente e pedir o bloqueio das transações, solicitar o protocolo do atendimento, registrar o boletim de ocorrência e abrir uma reclamação no Banco Central e no Procon do Estado.
Em Mato Grosso, a Justiça tem condenado os bancos a indenizar as vítimas quando há evidências de vazamento de dados, falta de ajuda adequada, pressão psicológica exercida pelo golpista ou ausência de mecanismos eficazes de segurança. As indenizações variam entre R$ 3 mil e R$ 12 mil, conforme a conduta da instituição após o golpe.
Fonte: REPÓRTER MT
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